Helena Jobim uma vez disse que a partitura de There Will Never Be Another You foi a última que Tom tocou em sua vida. A partitura que estava em seu piano quando ele morreu.
Essa música foi composta para Iceland, um musical da Twentieth Century Fox de 1942. Um dos primeiros a serem compostos depois que os Estados Unidos entraram na guerra.
A sensível letra foi escrita por Mack Gordon e a grande música por Harry Warren. A melodia, construída sobre longos intervalos ascendentes e descendentes, é simples, mas cheia de charme. Um trabalho refinado, como toda obra de arte.
Existe uma verdade nesse título. There will never be another you, Tom. Nunca haverá outro Tom. Outro grande compositor brasileiro que amou seu próprio país nessa dimensão… a natureza, a música, os pássaros, os sons…
Essa música ficou famosa na voz de Chet Baker. Eu não sei… como amante da música, para mim você tem a obrigação de ser honesto com a música, com a sua história. Você não pode simplesmente tocar sem conhecer a história e sentir aquilo que está tocando… ou será que é só o meu jeito de romantizar uma música antiga? Provavelmente…
Eu respeito essa música, o que ela significa. É o tipo de música com a qual você não podemos ser meros ouvintes, sabe?
Essa semana eu segui um cara chamado Hugo, acredito que ele seja do Reino Unido. A questão é que… Hugo postou um vídeo no Instagram para cada música do álbum Chet Baker Sings e a última foi essa.
Eu fiz esse post pensando no Tom, mas acredito que você deveriam ouvir o Hugo também. Ele é um ótimo trompetista. E o propósito desse blog é principalmente compartilhar o que eu descubro enquanto fico procurando coisas na internet hahaha.
Então, para terminar esse post, vai até o Instagram e segue o Hugo se você gostar dos vídeos dele, mas também ouve essa beleza chamada There Will Never Be Another You.
